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De acordo com

ABNT NBR ISO 31000:2018

Gestão de riscos

Diretrizes internacionais para gerir riscos de forma estruturada e integrada.

Ficha

Nome oficial
ABNT NBR ISO 31000:2018 — Gestão de riscos — Diretrizes
Publicada por
ISO (Organização Internacional de Normalização), comitê técnico ISO/TC 262 — Gestão de riscos; no Brasil, ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)
Tipo
Diretriz
Certificável
Não. É uma norma de diretrizes, feita de recomendações e não de requisitos auditáveis, por isso não se destina à certificação de nenhuma organização.
Edição no Brasil
ABNT NBR ISO 31000:2018. É a adoção brasileira da ISO 31000:2018, feita pela Comissão de Estudo Especial de Gestão de Riscos (ABNT/CEE-063). Substituiu a edição de 2009.
Edição internacional
ISO 31000:2018, 2ª edição, de fevereiro de 2018. Substituiu a ISO 31000:2009. O comitê ISO/TC 262 trabalha na próxima revisão, ainda sem edição nova publicada.

O que é

A ISO 31000 é a referência internacional de base para gestão de riscos. Ela oferece princípios, uma estrutura e um processo. Qualquer organização, de qualquer porte ou setor, pode adaptá-⁠los a qualquer tipo de risco. Não é específica de um ramo e não impõe método único.

Para que serve

Serve para dar à organização uma forma comum e organizada de lidar com a incerteza. Em vez de tratar cada risco de um jeito, a norma propõe que a gestão de riscos faça parte da governança, da estratégia e das decisões do dia a dia. Ela orienta como definir o contexto e os critérios antes de avaliar. Depois, como identificar, analisar e avaliar os riscos e decidir o tratamento. Por fim, como registrar, comunicar, monitorar e revisar tudo isso. A ideia central é que decisões com critérios claros e boa informação criam e protegem valor.

Por que importa

Sem uma referência comum, cada área tende a usar seus próprios termos e escalas de risco. A ISO 31000 oferece princípios e um caminho que a direção, as áreas internas e os parceiros podem compartilhar. Isso ajuda a alcançar objetivos, a perceber ameaças e oportunidades a tempo e a usar melhor os recursos. Como é usada em muitos países e setores, também serve de parâmetro para comparar práticas entre organizações.

Na avaliação de terceiros, a norma dá ao gestor de compliance um roteiro de perguntas. Quando um fornecedor, parceiro ou cliente diz que gere riscos, vale pedir o contexto considerado, os critérios usados, os responsáveis e as revisões feitas. Uma lista solta de riscos não basta. A due diligence também é uma atividade de gestão de riscos. Escopo e critérios fixados antes de olhar as evidências deixam a conclusão mais coerente e mais fácil de explicar.

Em destaque

  • A ISO 31000 não se destina à certificação de organizações: empresa que se diz certificada nela merece checagem. Certificado de curso para profissionais é outra coisa.
  • Ajuda a pedir evidência concreta: critérios escritos, responsáveis definidos e registro das revisões.
  • É a norma central da família de risco, apoiada pelo vocabulário (ISO 31073) e pelas técnicas (IEC 31010).

Temas centrais

  1. Princípios: gestão de riscos integrada, estruturada, sob medida e baseada na melhor informação disponível
  2. Estrutura: liderança e compromisso da direção, papéis definidos e integração à governança
  3. Contexto, escopo e critérios de risco definidos antes da avaliação
  4. Processo de avaliação: identificar, analisar e avaliar riscos
  5. Tratamento dos riscos e decisão sobre o que aceitar
  6. Comunicação, registro, monitoramento e melhoria contínua
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