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De acordo com

ABNT NBR ISO/IEC 27001:2022

Segurança da informação

Requisitos de um sistema de gestão da segurança da informação.

Ficha

Nome oficial
ABNT NBR ISO/IEC 27001:2022 — Segurança da informação, segurança cibernética e proteção à privacidade — Sistemas de gestão da segurança da informação — Requisitos
Publicada por
ISO e IEC, pelo comitê técnico conjunto ISO/IEC JTC 1/SC 27 (segurança da informação, segurança cibernética e proteção à privacidade); no Brasil, adotada de forma idêntica pela ABNT
Tipo
Norma de requisitos
Certificável
Sim. Uma organização pode submeter seu sistema de gestão à auditoria de um organismo certificador, mas adotar a norma não exige certificação.
Edição no Brasil
ABNT NBR ISO/IEC 27001:2022 (3ª edição, versão corrigida de 2023), com a Emenda 1:2024; cancelou e substituiu a edição de 2013
Edição internacional
ISO/IEC 27001:2022 (3ª edição, outubro de 2022), com a Emenda 1:2024, sobre ação climática

O que é

É a norma internacional de referência para a gestão da segurança da informação. Define o que uma organização precisa ter para montar, operar e melhorar um sistema de gestão que proteja a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade das informações. Serve a organizações de qualquer porte e setor.

Para que serve

A norma organiza a segurança da informação como um processo de gestão, e não como uma lista solta de ferramentas. A organização define o alcance do sistema, entende o próprio contexto, avalia os riscos que pesam sobre as informações e escolhe como tratá-⁠los. Depois, mede resultados, revisa decisões e corrige falhas em ciclo contínuo. Um anexo traz um conjunto de controles de referência, que a organização compara com o próprio tratamento de riscos para justificar o que aplica e o que deixa de fora.

Por que importa

Uma falha de segurança da informação raramente fica só na área de TI: ela pode atingir contratos, clientes e a reputação da organização. A norma leva o tema para a gestão, com responsáveis definidos e decisões registradas. Por ser internacional, é reconhecida por organizações de países e setores diferentes. Por isso pode servir de referência em contratos e questionários de segurança. Também ajuda a organização a demonstrar a clientes, parceiros e reguladores que cuida dos riscos à informação com método.

Para o gestor de compliance que avalia terceiros, a norma indica o que perguntar. Ela prevê controles próprios para a relação com fornecedores, os contratos e a cadeia de tecnologia. O próprio texto admite que quem está de fora a use como régua para avaliar a segurança de uma organização. Quando um fornecedor, parceiro ou cliente apresenta certificado, vale conferir o escopo declarado, o organismo que o emitiu e a validade. O certificado cobre só o escopo informado, não necessariamente a organização inteira.

Em destaque

  • Controles próprios para fornecedores, contratos, cadeia de TIC e serviços em nuvem (Anexo A, 5.19 a 5.23).
  • Certificado cobre só o escopo declarado: confira escopo, organismo emissor e validade.
  • Segue a estrutura comum às normas ISO de sistemas de gestão, o que facilita integrá-⁠la a outras, como as de privacidade (ISO/IEC 27701) e de compliance (ISO 37301).

Temas centrais

  1. Contexto, partes interessadas e escopo do sistema
  2. Liderança, política e papéis definidos
  3. Avaliação e tratamento de riscos à informação
  4. Declaração de quais controles se aplicam e por quê
  5. Controles organizacionais, de pessoas, físicos e tecnológicos
  6. Monitoramento, auditoria interna e melhoria contínua
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