ABNT NBR ISO 31073:2022
Vocabulário de gestão de riscos
Termos comuns da gestão de riscos, base de linguagem da família ISO 31000.

Ficha
- Nome oficial
- ABNT NBR ISO 31073:2022 — Gestão de riscos — Vocabulário (ISO 31073:2022, Risk management — Vocabulary)
- Publicada por
- ISO, pelo comitê técnico ISO/TC 262 (Gestão de riscos); no Brasil, ABNT, pela Comissão de Estudo Especial de Gestão de Riscos (ABNT/CEE-063).
- Tipo
- Vocabulário
- Certificável
- Não. É um vocabulário: define termos e não traz requisitos, por isso não existe certificação nela.
- Edição no Brasil
- ABNT NBR ISO 31073:2022, publicada em julho de 2022 e vigente. O antigo ABNT ISO Guia 73 foi cancelado em fevereiro de 2023.
- Edição internacional
- ISO 31073:2022, 1ª edição, publicada em fevereiro de 2022; substituiu o ISO Guide 73:2009.
O que é
A ISO 31073 reúne os termos básicos da gestão de riscos. Ela dá um sentido comum a palavras como risco, evento, consequência e probabilidade. Funciona como o dicionário da família ISO 31000.
Para que serve
Áreas diferentes costumam usar as mesmas palavras com sentidos diferentes. Para o jurídico, o compliance, a segurança da informação e o financeiro, "risco" ou "controle" podem significar coisas distintas. A ISO 31073 resolve isso com um vocabulário único. Ela permite que políticas, relatórios e avaliações falem a mesma língua, dentro da organização e com terceiros. Não diz o que fazer: diz o que cada termo quer dizer. Por isso é lida junto com a ISO 31000, que traz as diretrizes, e com a IEC 31010, que traz as técnicas.
Por que importa
Termos de risco circulam entre empresas, setores e países: em contratos, questionários, políticas e relatórios. A ISO 31073 é a referência internacional para esses termos e pode ser usada por qualquer tipo de organização e setor. Quando as duas partes partem das mesmas definições, a conversa sobre risco tende a gerar menos mal-entendidos e menos retrabalho. Isso pesa mais quando o parceiro está em outro país ou segue outra tradição regulatória.
Na avaliação de terceiros, a resposta de um fornecedor só ajuda se ficar claro o que cada termo significa para ele. Um "risco baixo" ou um "controle eficaz" sem critério declarado diz pouco. Com a ISO 31073 como referência, o gestor de compliance pode pedir que o terceiro explique como chegou à classificação, e não apenas qual ela é. Também fica mais simples registrar a conclusão da due diligence em termos que outra pessoa leia da mesma forma depois.
Em destaque
- Substituiu o ISO Guide 73:2009 como vocabulário internacional de referência em riscos.
- Por ser internacional, facilita tratar de risco com parceiros de outros países.
- Ajuda a pedir o critério por trás de uma classificação de risco, e não só o rótulo.
Temas centrais
- Risco ligado a objetivos, com ameaças e oportunidades
- Fontes de risco, eventos, consequências e probabilidade
- Etapas do processo: identificar, analisar, avaliar e tratar
- Controles, risco residual, apetite e tolerância ao risco
- Comunicação, consulta, monitoramento e análise crítica
- Linguagem comum entre áreas, setores e normas